Enoturismo
Vinhos
Vidigueira
Baixo Alentejo
Alentejo
Azeites do Alentejo
O concelho da Vidigueira fica no coração do Alentejo, na fronteira do Baixo com o Alto Alentejo, entre Beja e Évora. A Serra do Mendro, que dá corpo a essa fronteira, abriga o concelho pelo lado norte; a leste corre o Rio Guadiana, enquanto a sul e oeste se espraia a vasta planície. Na serra, os montados alimentam de bolota o porco alentejano, dando origem a saborosos enchidos e presuntos, e a flora silvestre dá às abelhas a matéria-prima para um mel de primeira.
Na planície, as hortas, os laranjais, e a trilogia mediterrânica que domina os campos, feita de searas, olivais e vinhas, dá origem a afamados produtos de qualidade (o pão, o azeite, e sobretudo, o vinho) que projetam o nome da Vidigueira no exterior.É neste cruzamento de serra, planície e rio, que assenta a diversidade e o caracter excecional destas terras de pão e de vinho, e suas gentes de paz e de cante. [Visit Vidigueira]
Vinhos de Portugal
Mais importante produtor de vinhos do distrito de Beja
As Vinhas da Vidigueira encontram-se nas terras mais ao sul do Alentejo. Seu clima, porém, é bastante ameno. Quanto aos solos, estes "são pouco produtivos, predominantemente de origem granítica e xistosa". Outrossim, "apesar da localização tão a sul, a Vidigueira foi durante anos palco privilegiado para os vinhos brancos alentejanos, graças ao clima temperado da sub-região" (CVRA).
O concelho (município) de Vidigueira (com 108.605 hl) produz quase a metade de todo o vinho do distrito de Beja (237.555 hl), sobretudo Vinhos DOC tintos (63.474 hl) (IVV, 2020-2021).
Localização
O município de Vidigueira limita-se ao norte com o município de Portel, ao leste com Moura, ao sudeste com Serpa, ao sul com Beja e ao oeste com Cuba.Estes vinhos, de "forte exuberância aromática, vinhos redondos e suaves" [1], conquistam os paladares de gastrônomos dos mais diversos recantos.
Uma cultura antiga
A cultura da vinha no Alentejo perde-se na noite dos tempos, antes mesmo da invasão Romana. Entretanto, fato é que foram os Romanos os que mais deixaram suas marcas até os dias de hoje na cultura da vinha nesta região. As técnicas que estes utilizavam, como a "técnica de fermentação em grandes âmforas de argila" (CRVA) ainda são visíveis no Alentejo, mais do que em qualquer outro lugar. Esta técnica ainda é utilizada hoje em dia no Alentejo.Muita história
A invasão muçulmana paralisou o progresso das vinhas na região durante quase cinco séculos, do século 8 ao século 13. Contudo, após a Reconquista Cristã, a cultura da vinha voltou a florescer. No século 16, "a vinha floresceu como nunca no Alentejo, com os famosos vinhos Peramanca de Évora, os vinhos brancos de Beja, de Alvito, de Viana do Alentejo e de Vila de Frades" (CRVA). No século 17, os vinhos do Alentejo eram considerados os melhores de Portugal, junto com os da Extremadura. Após o período áureo do século 19, nova descida nesta curva de avanços da cultura da vinha no Alentejo. A vinha foi perdendo terreno e durante boa parte do século 20, deu lugar ao trigo como cultura importante.Enfim, em 1989, "a aprovação da criação da CVRA (Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo) assegurou a certificação e regulamentação dos vinhos do Alentejo" (CVRA).
Denominações de Origem Controladas
Foram criadas e regulamentadas sub-regiões com DOC, a saber:Variedade de castas
Para a produção do Vinho do Alentejo são utilizadas várias castas nacionais, além de castas provenientes de outros países (Cabernet Sauvignon, por exemplo).Vinho Alentejano e Alentejo DOC
Além do conhecido Vinho do Alentejo DOC, a IGP (Indicação Geográfica Protegida) Vinho Alentejano tem ganhado muito espaço tanto em termos de produção quanto de consumo, sendo atualmente um dos vinhos engarrafados mais consumidos do país.






