Adegas e Quintas
Rotas dos Vinhos
Alentejo

Última atualização: setembro 2026

Vinhos do Alentejo



Visão Geral
Alentejo - 3ª maior região vinícola - A área ocupada pelas vinhas no Alentejo é de cerca de 23.467 mil ha (de um total de aproximadamente 170 mil ha em todo o país, segundo o IVV). [IVV, 2024]

A produção dos vinhos do Alentejo alcançou 117 milhões de litros na vindima de 2023, o que correspondeu a um aumento de 9% em relação ao ano anterior. Os vinhos com certificação de origem protegida equivalem a 75% da produção total. O que equivale dizer que 3/4 dos vinhos são com origem controlada.

Além dos prestigiosos vinhos tintos e brancos, em 2024, a produção de vinhos rosés atingiu 6,7 milhões de litros em todo o Alentejo.

Os principais concelhos produtores (e sub-regiões) são Reguengos de Monsaraz, Borba e Vidigueira. O concelho do Redondo também tem produção bastante significativa.

Os principais mercados importadores dos vinhos do Alentejo continuam sendo Brasil, Angola e EUA.

Confira a seguir a diversidade vitivinícola da região Alentejo e programe suas próximas férias neste lugar de rica história, cozinha tradicional e vinhos que refletem toda a magia da vida alentejana.


Vinhos de Portugal



Adegas e Quintas do Alentejo

Adega Cooperativa de Borba: com 270 associados, é o maior produtor de vinhos da sub-região Borba DOC Alentejo, a adega compreende uma área plantada de 2.200 ha de vinhas e chega a produzir até 17 milhões de litros por ano, segundo as colheitas.

Dentre os vinhos de Borba que saem das barricas da adega estão algumas das etiquetas mais prestigiosas da sub-região: Adega de Borba Grande Reserva Rótulo de Cortiça, Quintas de Borba Grande Reserva e o clássico Borba DOC tinto, para citar apenas estes três.

Adega pioneira no Alentejo - é a mais antiga adega da região - a Adega Cooperativa de Borba oferece estrutura completa para a degustação de seus variados vinhos e acolhe os visitantes e enólogos o ano inteiro.


Vinhos da sub-região Borba DOC Alentejo © Internet, ilustração
Vinhos da sub-região Borba DOC Alentejo © Internet, ilustração



Para mais informações:

Endereço / Morada: Largo Gago Coutinho e Sacadura Cabral, nº 25, em Borba
Telefone: +351 268 891 660
Website: adegaborba.pt


Herdade do Esporão


Propriedade com área de 1840 ha (dos quais 440 ha de vinhas), situada no coração do Alentejo - Reguengos de Monsaraz. Os limites da propriedade, situada na freguesia de Reguengos de Monsaraz, praticamente intocados, datam de 1267, quando chamava-se Defesa do Esporão. História, tradição e excelência são as palavras que melhor definem a adega.
Uma das adegas mais prestigiosas de Portugal, a produção anual da Herdade do Esporão alcança os 14 milhões de litros.


CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz


A CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, cujo lema é Movidos pela Paixão, moldados pelo Caráter, fundada em 1971 por 60 lavradores (atualmente, 700 !), utiliza uvas provenientes de mais de 3.000 ha, o que faz dela a maior adega do Alentejo e uma das maiores de Portugal, com uma produção anual que alcança os 13 milhões de litros.


Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito


Situada no bairro industrial da Vidigueira, a adega encontra-se no coração do terroir mais ao sul do Alentejo, no distrito de Beja. A adega é o retrato mais emblemático da produção de bons vinhos na Vidigueira:

Apesar de alguns esforços desenvolvidos na década de 1950 e 60 para a reabilitação da vinha no Alentejo, só na década de 1970 o movimento associativo conseguiu verdadeiramente revitalizar a atividade vitícola no Alentejo. Em 1988 são regulamentadas as primeiras denominações de origem alentejana e desde então o vasto e diferenciado território do Alentejo tem vindo a ganhar destaque com os seus vinhos a conseguirem inúmeros prémios nacionais e internacionais.

A vinha e o vinho sulcam o perfil económico e cultural da Vidigueira. Envolvidas num rendilhado de cepas, Vidigueira, Cuba e Alvito integram a paisagem a que Fialho de Almeida chamou «O País das Uvas».

[Adega da Vidigueira]

O concelho (município) de Vidigueira (com 108.605 hl) produz quase a metade de todo o vinho do distrito de Beja (237.555 hl), sobretudo Vinhos DOC tintos (63.474 hl) (IVV, 2020-2021).


Maior produtora do distrito de Beja, a adega tem uma produção anual de seis milhões de litros.


Adega Cartuxa


Propriedade da Fundação Eugênio de Almeida, uma rica e poderasa família de Évora que a fundou em 1963, a Adega Cartuxa é uma das mais importantes do país. Os vinhos produzidos na Adega Cartuxa, entre os quais os emblemáticos Pêra-Manca e Cartuxa, e os azeites produzidos no Lagar Cartuxa, são produtos de alta qualidade.

A produção anual da adega alcança os 4,5 milhões de litros, o equivalente a uns 6 milhões de garrafas.


Variedade de castas

Para a produção do Vinho do Alentejo são utilizadas várias castas nacionais, além de castas provenientes de outros países (Cabernet Sauvignon, por exemplo).


Castas

De acordo com a legislação, são as seguintes as castas autorizadas no terroir vitivinícola de Borba:

• Castas tintas

"Aragonez (Tinta Roriz), Castelão (Periquita1) e Trincadeira (Tinta Amarela), no conjunto ou separadamente com um mínimo de 75%, Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Carignan, Grand Noir, Moreto e Tinta Caiada" [2].

• Castas brancas

As seguintes castas brancas são autorizadas: "Antão Vaz, Arinto (Pedernã), Perrum, Rabo de Ovelha, Síria (Roupeiro) e Trincadeira das Pratas, no conjunto ou separadamente com um mínimo de 95%, e Alicante Branco" [2].


Vinho Alentejano e Alentejo DOC

Além do conhecido Vinho do Alentejo DOC, a IGP (Indicação Geográfica Protegida) Vinho Alentejano tem ganhado muito espaço tanto em termos de produção quanto de consumo, sendo atualmente um dos vinhos engarrafados mais consumidos do país.


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Vinhos do Alentejo © Ari Oliveira



Sub-Regiões dos Vinhos do Alentejo

Os Vinhos do Alentejo são provenientes de oito sub-regiões vinícolas, a saber:

Borba

Segunda maior sub-região do Alentejo. As terras de Borba, no distrito de Évora, no Alentejo Central, vão de Estremoz a Terrugem, alargando-se a Orada, Vila Viçosa, Rio de Moinhos e Alandroal. São 2.862,08 ha de vinhas plantadas para os vinhos tintos (819,91 ha para os brancos). O clima especial desta sub-região (mais úmido e menos quente) permite a elaboração de vinhos frescos e elegantes. Destacamos os vinhos produzidos pela Adega de Borba, em particular o tinto Adega de Borba.
Além de bons vinhos, outro destaque nestas terras é a produção de azeites de qualidade.

Évora

A capital do Alentejo (e da sub-região Alentejo Central) possui 1205,67 ha plantados de vinhas (dos quais 1000,78 ha para os vinhos tintos). Esta sub-região sempre produziu vinhos de grande prestígio e qualidade. Dentre estes, citamos os famosos vinhos EA e Pêra-Manca, da Adega Cartuxa (Fundação Eugênio Almeida), a qual, além de excelentes vinhos também produz azeite de primeira qualidade.

Granja/Amareleja

Segundo menor terroir do Alentejo (com 410,21 ha, dos quais 374,90 ha para vinhos tintos), as terras da sub-região Amareleja / Granja - consideradas as mais áridas e inclementes de Portugal - estão repartidas entre os concelhos de Moura e Mourão. A nordeste de Beja, no Baixo Alentejo, o Rio Guadiana é a fronteira natural leste com a Espanha. Os vinhos da Adega Cooperativa Granja / Amareleja são reconhecidos a nível internacional e levam a DOP Alentejo. Estas boas terras vinícolas também são cobertas de olivais e produzem um azeite natural de excelente qualidade comercializado sob a etiqueta Granja / Amareleja.


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Vinhos do Alentejo © Vinho do Alentejo



Moura

Terra de olivais e de vinhas, além de azeitonas e bom azeite, em Moura, concelho (município) do distrito de Beja, no Baixo Alentejo, são produzidos bons vinhos naquele que é o menor terroir do Alentejo (337,52 ha, dos quais 285,85 ha para vinhos tintos). Mesmo assim, são 28 adegas espalhadas pelo município; dentre os vinhos da região, citamos o conhecido Convento da Tomina DOC Alentejo.

Redondo

Outra visita aconselhada para enólogos e amantes de bons vinhos. As visitas imperdíveis são a Enoteca e o Museu do Vinho. Em Redondo, distrito de Évora, no Alentejo Central, os vinhedos são protegidos pela Serra da Ossa e a área plantada de vinhas para os tintos é de 1563,33 ha (para os brancos, são 411,95 ha).

Portalegre

As vinhas de Portalegre no Alto Alentejo, espalham-se pela franjas da Serra de São Mamede e, em alguns lugares, atingem os mil metros de altitude, com um clima mais úmido e fresco comparando-se às outras sub-regiões. Esta situação geográfica bastante diferente das outras sub-regiões produz vinhos bastante originais, leves e frescos.

Reguengos

Reguengos de Monsaraz, município (concelho) de Évora, é a mais recente história de sucesso dos vinhos portugueses. Em 2015, foi eleita cidade Cidade Europeia do Vinho. Com a maior área de vinhas para a produção de vinhos tintos (3.165,88 ha) da região, quase um terço da área total (28,52%), Reguengos de Monsaraz nos reserva agradáveis surpresas.

Vidigueira

Com a maior área de todo o Alentejo de vinhas plantadas para vinhos brancos (967,78 ha) e 1344,59 ha para a produção de vinhos tintos, as terras da Vidigueira, no distrito de Beja, Baixo Alentejo, se encontram mais ao sul do Alentejo. Razão pela qual Vidigueira sempre foi associada aos vinhos brancos. Apesar disso, gozam do clima mais ameno da região. Em Vidigueira, o País das Uvas, os vinhedos se espalham ainda por Cuba e Alvito. Dentre os vinhos produzidos pela Adega Cooperativa da Vidigueira, destacamos o Vidigueira Antão Vaz e o Vidigueira DOC Tinto.