Parque Quinta das Conchas e dos Lilases,
Lumiar
O
Parque Quinta das Conchas e dos Lilases é um parque (o terceiro maior de Lisboa) e um bairro da
Freguesia do Lumiar, no norte de Lisboa.
A
Freguesia do Lumiar está situada no extremo norte da Cidade de Lisboa. Da Sé de Lisboa
até a sede da Freguesia, são cerca de 10 km de distância. Antiga localidade habitada por aristocratas,
no Lumiar são os muitos os espaços verdes, o que garante boa qualidade de vida aos seus habitantes.
Parque Quinta das Conchas e dos Lilases, Freguesia do Lumiar, Lisboa © / Freguesia do Lumiar, ilustração
Quinta das Conchas
Quinta das Conchas também é o nome de uma estação do metrô de Lisboa, da linha
Amarela, à qual também pertence a estação
Lumiar.
Quintas das Conchas e e dos Lilases
"A Quinta das Conchas (instituída no séc. XVI) e a Quinta dos Lilases (de formação mais
contemporânea), fizeram parte integrante da propriedade de Francisco Mantero, importante roceiro
em S. Tomé e Príncipe, após a aquisição feita pelo mesmo em finais do séc. XIX. São desde 1966
ambas propriedade da Câmara Municipal de Lisboa e estão atualmente abertas ao público, após obras
de requalificação em 2005 e cujo projeto mereceu a atribuição do Prémio Valmor desse mesmo
ano.
São antigos espaços de função predominantemente agrícola da então periferia da cidade ("Termo de
Lisboa"), instalados em terrenos de água abundante e cuja estrutura atual ainda muito deve a essa
função agrícola, revelando-se ainda embora muito alteradas as suas estruturas de rega e drenagem,
compartimentando o espaço e dando origem a formas de recreio baseadas nesses sistemas.
Com uma área global deste conjunto de cerca de 26 hectares, a Quinta das Conchas de maiores
dimensões relativamente à dos Lilazes, caracteriza-se por duas zonas bastantes distintas entre si,
mas em perfeita harmonia fisiográfica: a zona de mata, em cotas mais elevadas e relevos mais
íngremes, de uso como espaço de percurso e a zona dos relvados, planas e de intenso uso
recreativo e desportivo informal.
A Quinta dos Lilazes, de ambiência mais intimista, é marcada por uma estrutura regular de caminhos
e antigos talhões ajardinados, que proporcionam um bom ambiente de percurso e estadia. A Quinta
dos Lilazes apresenta ainda as reminiscências do sistema de armazenamento, distribuição e recolha
de águas, de acordo com a situação morfológi:ca do lugar, da produção e da relação com a Quinta
das Conchas. A partir do tanque comum que armazenava a água que vinha da encosta, desenvolviase todo um sistema de rega gravitacional funcional e ao mesmo tempo, um sistema de circulação
lúdico. Baseado em antigas tecnologias agrárias de controlo de água na região mediterrânica, as
valas que permitem regar, também enxugam a terra, retirando o excesso de água dos talhões.
Na Quinta dos Lilases é de referir ainda um lago formalizado e de linhas orgânicas, de concepção da
responsabilidade de Francisco Mantero, procurando evocar uma ambiência romântica claramente
inspirada nos programas paisagistas oitocentistas. O exotismo manifesta-se com forte ligação às
terras de São Tomé e Príncipe, onde aquele roceiro fez fortuna, através da representação daquelas
ilhas no lago e ilhas do mesmo.
Como referido, a Quinta das Conchas apresenta duas áreas distintas: uma área central caracterizada,
por uma zona de clareira relvada limitada no topo mais elevado por um maciço de oliveiras (OLEA
EUROPAEA VAR. EUROPAEA) e· zambujeiros (OLEA EUROPAEA VAR. SYLVESTRIS) e, por
caminhos laterais, ligados por um alinhamento de Palmeira-das-Canárias (PHOENIX
CANARIENSIS). No topo oposto, a poente, sobressai junto do lago um maciço de eucaliptos
(EU CAL YPTUS GLOBULUS) de grande porte, classificado como arvoredo de interesse público. A
outra área, a mata, é serpenteada por uma estrutura de caminhos pedonais. O elenco vegetal é
composto por um conjunto variado de espécies, destacando-se um maciço de ulmo japonês
(ZELKOVA SERRATA), de particular beleza no Outono, quando as folhas adquirem uma coloração
ferrugem. Este conjunto também é classificado de interesse público.
Na Quinta dos Lilazes a vegetação é marcada pelo alinhamento de zambujeiros junto ao muro da
Quinta das Conchas, pela presença de eucaliptos de grande porte, por algumas espécies autóctones
e pela presença de plantas exóticas. Entre elas sobressai uma Figueira da Austrália (FICUS MACROPHYLLA) junto ao portão de acesso à Quinta da Conchas. O estrato arbustivo está pouco
presente e o revestimento das zonas de clareira é em prado natural, de sequeiro, cujas plantas
pontuam com o seu florescimento as diferentes épocas vegetativas, promovendo o estabelecimento
de um ecossistema equilibrado que favorece a regeneração natural. A Quinta tem duas árvores
classificadas, um Quercus tumeri (Q.robur x Q.ilex), pela raridade e um Popu/us canadensis, pela
dimensão e forma, que embora já não se apresentem no melhor estado, o primeiro devido à tortuosa
forma como cresceu e à supressão de uma ramificação principal e o segundo devido à recente queda
de um ramo, mantêm elevado interesse botânico" [Relatório PUAL].
Atrações turísticas
A Quinta do Monteiro-Mor, a Quinta das Conchas e dos Lilases, o Paço do Lumiar, a Igreja do Lumiar, o Convento
de Santa Brígida, o Conento de Nossa Senhora das Portas do Céu, o Sporting Club de Lisboa, entre outros
atrativos.
Parque do Monteiro-Mor
O
Parque do Monteiro-Mor, também conhecido como a Quinta do Monteiro-Mor, é um parque situado
na Freguesia do Lumiar. Neste conjunto incluem-se o Museu Nacional do Traje e o Museu Nacional do Teatro e da
Dança.
Classificado Monumento Nacional: "Arquitectura residencial, barroca e neoclássica. Edifício de planta rectangular
simples, formando um eixo longitudinal interno, com fachada principal neoclássica, de deisposição simétrica, a
partir de um eixo central saliente e rematado em frontão trinagular, rasgada regularmente por janelas rectilíneas
no piso inferior e em arco abatido no superior, estas em sacada" [Monumentos de Portugal].
Museu Nacional do Traje
O
Museu Nacional do Traje, o qual pertence ao conjunto formado pelo
Parque do Monteiro-Mor,
é um museu nacional com rico acervo relativo à temática da vestimentária. Visita aconselhada para todos que se
interessam à vestimenta, evolução dos costumes e da moda.
Museu Nacional do Traje no Largo Júlio Castilho, Freguesia do Lumiar, Lisboa © Google Earth Pro
O que ver na Freguesia do Lumiar
Algumas das principais atrações turísticas da Cidade de Lisboa.
Ver também:
Centro Histórico de Lisboa
Localização
Limite norte do
Município de Lisboa, a
Freguesia do Lumiar limita-se, ao norte com
o município de
Odivelas e com a Freguesia de Santa Clara,
ao leste, com a Freguesia de Olivais; ao sudeste, com a Freguesia de Alvalade e ao sudeste com a Freguesia de São
Domingos de Benfica.
Edifícios residênciais, Rua Prof. Fernando de Melo Moser, Freguesia do Lumiar, Lisboa © Google Earth Pro
O que fazer na Freguesia do Lumiar
Passeios a pé e visita das principais atrações da Freguesia do Lumiar. São alguns parques para área de lazer: Parque do Vale Grande,
Quinta da Paz, sem falar dos mais importantes citados acima.
Ver também:
Centro Histórico de Lisboa
Museu Nacional do Teatro e da Dança, Estrada do Lumiar, Freguesia do Lumiar, Lisboa © Google Earth Pro
Sobre a Freguesia do Lumiar
A
Freguesia do Lumiar possui boa oferta de residências para a classe média e classe média-alta.
É um bairro com boas edificações e bom serviço de transporte (incluindo metrô), além de importantes vias para a
circulação de automóveis.
Um pouco de história
Lugar de importância para a história de Lisboa e de Portugal, visto que a Freguesia foi criada na Idade Média,
em 1266, lugar habitado por aristocratas.
"No inicio do séc. XVIII, era definido o Lumiar, como “um sítio de nobres quintas, olivais e vinhas”, sendo os
principais frutos da terra o vinho, trigo, cevada e o azeite" [Freguesia do Lumiar]
.
Mais recentemente, a
Freguesia do Lumiar foi criada em 2012, com a fusão das freguesias
de
Lumiar, Paço do Lumiar e Telheiras e de um novo espaço com características modernas, a
Alta de Lisboa.
Na mais recente reformulação, Lumiar toma território de Carnide e cede território aos Olivais
Atrações da Freguesia do Lumiar
Dentre as atrações do seu rico patrimônio histórico e religioso, destacam-se:
• o Parque Botânico Monteiro-Mor (Museu do Traje, do Teatro e da Dança)
• o Convento de Santa Brígida
• o Paço do Lumiar
• a Igreja do Lumiar
• o parque Quinta das Conchas e dos Lilases
• o Espaço de Exposições Lumiar Cité
Fachadas, Estrada do Lumiar, Freguesia do Lumiar, Lisboa © Google Earth Pro
O que fazer na Freguesia do Lumiar
Como um bairro histórico tradicional, as principais opções para atividades são bares e restaurantes, passeios nas praças,
fazer compras e visitar as principais atrações turísticas do
Centro Histórico de Lisboa
Vias urbanas importantes
Além de várias estações do metrô (as Estações Lumiar, Telheiras, Campo Grande, Quinta das Conchas), grandes avenidas e
ruas passam pelo Lumiar, como a Avenida das Nações Unidas, Azinhaga da Cidade, Avenida Rainha Dona Leonor, Azinhaga
das Lajes, Calçada de Carriche, entre muitas outras.
Igreja de Santa Brígida, Estrada do Lumiar, Freguesia do Lumiar, Lisboa © Google Earth Pro
+ Informações
• Endereço/Morada: Alameda Linhas de Torres 156
• Telefone: 217 541 350
• Link Oficial:
JF de Lumiar
Região de Lisboa
Para quem fica um pouco mais de tempo, descobrir os arredores e a
Grande Lisboa também, é um programa imperdível.