Azeitonas de Mesa de Portugal

Azeitonas de Mesa

São consideradas azeitonas de mesa o produto "preparado a partir de frutos sãos, das variedades cultivadas da oliveira (Olea europea L.) que são escolhidas para a produção de azeitonas cujo volume, forma, relação polpa/caroço, características da polpa, gosto, firmeza e facilidade de desprendimento do caroço as tornam particularmente adequadas para processamento”, de acordo com a legislação portuguesa.

As azeitonas podem ter a cor verde ou preta (naturalmente). Observe-se que há azeitonas que por oxidação ganham a cor preta.


Especialidade de Trás-os-Montes

Nos olivais de Trás-os-Montes apanham-se as melhores azeitonas destinadas ao consumo enquanto azeitonas de mesa. Esta especialização de Trás-os-Montes pode-se explicar, em parte, pela onipresença do minifúndio e pelo extremo cuidado que se tem com a cultura das oliveiras, ainda por muitos considerada uma árvore sagrada.

Primeiro fato relevante referente a esta atividade é que, em Trás-os-Montes, mais de 50% das azeitonas colhidas destinam-se ao consumo como azeitonas de mesa, seguido pelo Alentejo e pela Beira Interior.


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Azeitonas de Mesa de Portugal © / Ilustração



Produção e Consumo

A nível internacional, a Espanha produz cerca de 20% das azeitonas de mesa do mundo (cerca de 63% das verdes e de 35% das pretas), seguida da Turquia e do Egito. Para Portugal, os maiores produtores são Trás-os-Montes (54%) e Alentejo (25%). Os maiores consumidores mundiais são a Turquia, o Egito, os EUA, a Espanha e a Argélia. O consumo, em Portugal, é considerado baixo (2%). O Brasil está entre os 10 maiores países consumidores.
De cada dez azeitonas consumidas, 8 são consumidas em casa e 2 em restaurantes ou hotéis. Interessante saber: as azeitonas pretas por oxidação têm menos proteínas.


Valor alimentar

Grosso modo, os principais componentes alimentares das azeitonas de mesa são a água (72%), as gorduras (18,5%), as fibras alimentares (4%) e as proteínas (1,7%, mas são muito importantes!), além de vitaminas e sais minerais. Contêm bastante sódio, não sendo indicadas para pessoas hipertensas.


Mirandela, principal polo produtor

As Terras Quentes de Trás-os-Montes concentram os maiores olivais do Norte de Portugal.


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Azeites de Portugal © / Ilustração



Variedades de Azeitonas

Existem mais de 600 variedades de azeitonas no mundo. Na Espanha, maior produtor mundial, as principais variedades são "a Hojiblanca, a Manzanilla, a Gordal e a Cacereña". A mais difundida no mundo é a Manzanilla (mais popla e caroço pequeno), com melhor rendimento em termos de produção [1]. Também são as mais apreciadas (assim como a Gordal, com os maiores frutos) pelos consumidores em geral.

Em Portugal, existem cerca de 22 variedades de olivas, dentre as quais se destacam a Negrinha de Freixo e a Galega Vulgar (80% dos olivais portugueses). Outras variedades cultivadas são Conserva de Elvas, Cobrançosa, Cordovil de Castelo Branco, Cordovil de Serpa, Madural e Verdeal Transmontana.

Variedades DOP: Negrinha de Freixo (Trás-os-Montes), Conserva de Elvas, Redondil, Azeiteira e Carrasquenha.


Azeite na Cozinha

O azeite sempre foi utilizado na alimentação e considerado um produto essencial na cozinha, substituindo a manteiga, como fonte de gordura na elaboração dos pratos.


Azeite e Gastronomia

Na cozinha e na gastronomia, o uso do azeite sempre foi corrente no Mediterrâneo e seus hábitos alimentares. No Alentejo comer azeitonas é algo bastante comum. Sendo muito antiga a tradição de comer azeitonas em pão depois de temperadas essencialmente com sal e orégano.





Olivais tradicionais

As oliveiras que formam os olivais tradicionais são utilizadas na produção dos famosos e saborosos azeites alentejanos. São quatro as variedades de azeitonas cultivadas no Alentejo: Galega, Cobrançosa, Cordovil de Serpa e Verdeal Alentejana.


Olivais intensivos

Além dos vastos olivais tradicionais, novas plantações surgiram, visando maior produtividade por hectare: os olivais intensivos (285 a 415 árvores por hectare) e os olivais superintensivos (900 a 1200 árvores por hectare) [4].